LASIK é um procedimento conhecido mundialmente pela sua eficácia, segurança e previsibilidade. Entretanto, existem riscos presumidos, estatisticamente comprovados em literatura mundial especializada. Entre os principais estão:
- GRAU RESIDUAL (1-8 % dependendo do erro refracional)
Em alguns casos como erros refracionais altos, não cooperação durante a cirurgia, não seguimento das orientações médicas, defeitos de cicatrização apesar do seguimento das orientações médicas entre outras causas, pode ocorrer um grau residual que freqüentemente é muito menor que o preexistente e pode ser tratado no futuro, geralmente com um retoque a Laser.
- INFECÇÃO (< 1% )
A infecção é possível em qualquer procedimento cirúrgico, até mesmo em pequenos cortes que sofremos na pele, e dependendo do procedimento, a incidência é maior ou menor.
Neste tipo de cirurgia podemos dizer que é rara, porém é em geral grave, e precisa ser diagnosticada e tratada precocemente para uma melhor recuperação visual.
- RELACIONADAS À CONFECÇÃO DO FLAP (< 2% )
Olhos com formato muito diferente, fronte proeminente, não cooperação do paciente, e dependedo do microceratótomo e da habilidade e experiência do cirurgião são os principais fatores neste tipo de complicação.
A grande maioria das dificuldades encontradas na confecção do FLAP são resolvidas com pequenos ajustes intra operatórios.
Neste tipo de complicação o microceratótomo pode, por diversos fatores, confeccionar um FLAP incompleto ou total (sem pedículo ), e dependendo do que acontecer neste momento, o cirurgião poderá continuar normalmente a cirurgia ou abortar a aplicação do Laser, reposicionar o FLAP, colocar uma lente de contato terapêutica por alguns dias, esperar a cicatrização (em média 2 meses) e realizar a cirurgia normalmente.
- CRESCIMENTO EPITELIAL NA INTERFACE (< 2% )
Células epiteliais podem migrar pelas incisões do FLAP para a interface, ou seja, logo abaixo do FLAP, ocasionando alguns problemas que podem diminuir a acuidade visual.
Este tipo de complicação é mais comum em pacientes que realizaram LASIK e que já se submeteram, previamente, à ceratotomia radial, uma técnica cirúrgica mais antiga para correção de erros refracionais através de cortes corneanos.
- DOBRAS NO FLAP (< 1% )
Ocasionalmente podem ocorrer dobras ou enrugamento do FLAP durante o processo de cicatrização. Em poucos casos, é necessário um novo reposicionamento do FLAP. O cirurgião levanta novamente o FLAP com um espátula e o reposiciona.
- INFLAMAÇÃO DA INTERFACE (< 1% )
Na maioria dos procedimentos de LASIK há um processo de inflamação da interface, que é normal como parte de um processo de cicatrização qualquer do corpo humano. Esta inflamação é usualmente auto-limitada e controlada com colírios prescritos. Alguns pacientes apresentam um aumento desta inflamação e precisam de um acompanhamento mais de perto, podendo este processo interferir no resultado cirúrgico final.